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RED, ROUGE, VERMELHO...


             
"Não tape mais, mulher,
a tua alma nua"
Otto
Eu ando toda vísceras.
As pequenas e grandes revoluções particulares são assim, sempre rubras.Tudo que é forte, intenso e arrebatador é vermelho, pode reparar.
As coisas que tem acontecido em mim vem me deixando assim, crua, gotejante, caindo em buracos fundos e flutuando em alturas nunca  antes sequer consideradas. Sou um paradoxo. Highs and lows que se alternam sem aviso prévio. E o pior. Estou gostando.                                                                                                  
Tereza Costa Rego


A literatura - a minha, que eu represei por tanto tempo - chegou rasgando tudo, muito impositiva, gritando na cara as verdades que escondi ao longo de muitos anos. Parto rápido, de contrações fortes. Então, pude ver um outro ‘eu’, que deve ter sempre estado por aqui mas era solenemente ignorado pela leitora contumaz que habita em mim: havia um embrião de escritora se formando por baixo dos meus panos mais íntimos. O curioso é que há pouco mais de dois meses eu escrevi um texto lá no M.A que falava dessas sensações vermelhas, sem ter muita ideia ainda dos caminhos que a minha vida ia tomar. Vai entender os caminhos que a gente traça sem se dar conta....
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Desde então tudo tem estado vermelho dentro de mim. Vermelho em ebulição. Cor forte. Sentimentos fortes. Sons fortes. Imagens fortes. As vezes dói. Mas há dores boas de doer. Feito essa. Tão dolorida que me extasia e quase me adormece de exaustão pura e simples.
Trazendo esses sentimentos pra um viés mais gráfico, a cor dos sentimentos fortes inspira tudo. É uma cor cheia dessa verve indomável, que transita entre o sofisticado e o kitsch com a mesma naturalidade. E é isso que eu acho fascinante no vermelho: a incrível capacidade de se movimentar sem perder o viço. É a cor preferida da minha mãe, mulher forte, que até hoje me inspira a simplificar o impossível.
Ilustrando a coluna de hoje vermelhidões difusos mas  indeléveis, como esse que me tomou. Para arrematar, um vídeo sanguíneo de Otto, meu conterrâneo e proprietário da epígrafe que abriu meu texto e traduz meu momento, que eu sou bairrista, como vocês estão carecas de saber. E fim de papo.
Até semana que vem.


Tereza Costa Rego
Cris Quintas

Tereza Costa Rego





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RED, ROUGE, VERMELHO... Reviewed by Cris Quintas on 06:38 Rating: 5

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