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REFLEXÕES EM 3D

Arte e cerâmica Marajoara
Eu acho uma boniteza imensa nas coincidências. Às vezes o mundo inteiro parece que atenta para as mesmas coisas, como se houvesse momentos de sincronicidade inquestionável. Eu digo isso porque na edição de 2015 da Bienal de arte do Rio de Janeiro está havendo uma espécie de evento paralelo, a TRIO Bienal, que contempla apenas e somente manifestações artísticas que se expressam nas três dimensões do espaço: esculturas, instalações, objetos – assim como em todos os seus campos ampliados - pintura, fotografia, performance, vídeo e outros suportes, enquanto investigação tridimensional. 

Artesanato Mineiro.
Nesse mês de tridimensionalidades e ode aos escultores mais representativos de Pernambuco foi com alegria que vi o papo sintonizado com o que está acontecendo no resto do país no que se refere às artes, mesmo que involuntariamente. Há três semanas estamos falando de artistas mas me é impossível separá-los do seu povo, ferramenta de trabalho e estudo, suporte para que eles possam aparecer.
Antes de surgir a obra de arte, é preciso se fazer muito artesanato. A compreensão da técnica de execução de um objeto carece de estudo e testes, infinitos testes. O artesanato me parece ainda mais nobre quando se presta para esse fim. A carpintaria cuidadosa da elaboração e aperfeiçoamento do que se pretende fazer até seu domínio absoluto é o que possibilita ao artista a desconstrução dos conceitos na sua essência e a posterior reinterpretação daquela técnica para a criação de algo único.

Eu acho que foi Picasso quem disse que para fazer os quadros que lhe deram projeção e que revolucionaram a história da arte moderna, primeiro precisou aprender a pintar como Rafael, o mestre do renascimento. Muito artesanato. Muita tentativa. Muita reprodução.

Quando falo de artesanato me vem imediatamente à memória a história da grande pedra. Era imensa, majestosa, imponente, mas vivia escondida na horizontalidade. Só pode ser reconhecida em todo seu esplendor quando pedras menores se prestaram a calçá-la. Eita trabalho bonito, esse das pedras menores: iluminar grandiosidades.

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Aí lembrei dos artesãos. Mãos calejadas ensinando o ofício. Mestres generosos que reproduzem seu conhecimento em larga escala para consumo dos simples mortais que desejam também possuir sua cota de arte e contemplar a beleza na intimidade doméstica. Gigantes homens, democratizando a arte, as essenciais pedras pequenas, imensas na sua função de dar visão grandiosidades.

E são tanto espalhados pelo país, enraizados nas entranhas de cada cultura local, repassando seu ofício com poesia e encanto, sobreviventes aguerridos num país cuja força laboral dificilmente reconhece os artistas como trabalhadores de fato. Mas perseveram, porque a força criadora sobrepuja preconceitos. A necessidade de expressão das pessoas e a transmissão de suas histórias através da arte denotam essa tentativa de perpetuar a vida, que no fundo é o anseio de todo ser humano.
Com vocês, uma sequência de imagens do lindo artesanato brasileiro.
Até semana que vem.

Ana das Carrancas.

Mestre Vitalino

Nuca de Tracunhaém




Fontes
Google imagens


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REFLEXÕES EM 3D Reviewed by Cris Quintas on 07:00 Rating: 5

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