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NO ESCURINHO DO CINEMA?



Eu vejo menos filmes do que gostaria. Sobretudo depois que as locadoras sumiram da cidade e as poucas que restam têm majoritariamente no cardápio blockbusters barulhentos. Quem quiser ver uma coisinha mais diferenciada ou se rende às restringidíssimas sessões de arte em horários nada ortodoxos ou tem que garimpar suas preferências em locadoras idílicas, cujos donos, heróis da resistência, ainda se prestam a fazer a caridade de manter no acervo itens que têm um interesse muito restrito.

Mas verdade seja dita: locadora boa é locadora perto. Você está de boreste em casa, num sabadão de tarde, e dá aquele estalo: bem que eu poderia assistir um filmezinho bacana.  É preciso muita fissura para cruzar a cidade duas vezes (uma para locar e outra para devolver) na intenção de ver um clássico. Não tenho essa disposição. Pronto. Falei.


 
Acho lindo pessoas que entendem de cinema, reveem clássicos, sabem de cor fichas técnicas. Ah! Débora Kerr? Estava perfeita naquele filme. Os filmes de Bergman todos são fantásticos. E Fellini? Espetacular. Mas essa não sou eu. Já tenho me dado por satisfeita quando consigo assistir um Woody Allen antigo.
 
Transitar pelo mundo cibernético não é fácil para mim. Eu não sei fazer downloads de filmes. Muito menos baixar legendas. Minhas tentativas foram todas malogradas, portanto essa não é uma alternativa para mim. Sonhava com a simplicidade de um cardápio variado, heterogêneo, afinal de contas nem só de cabeçudices vive o homem.
Quem nunca assistiu  (e adorou) uma comédia romântica que me atire a primeira pedra. Aqui o papo é cabeça mas honesto.
 
Eis que comecei a pagar o acesso a um desses sites que disponibilizam filme por demanda e um mundo novo se descortinou para mim. Eu não sou cinéfila. Posso assistir a um filme com fones de ouvido na tela do meu smartphone sem nenhum problema. Na verdade restam poucas opções para uma mãe que finda o dia exausta e cujas tvs de casa não têm conexão com a internet. Quando a gente baixa o grau de exigência e deixa de lado preconceitos antigos pode se surpreender.
 
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Não estou querendo comparar, claro. Sei perfeitamente que assistir a um filme numa sala vip, deitada numa cadeira ampla, com som extra power ranger blaster wow é uma experiência e tanto. Mas não debochem dos meus prazeres fortuitos: dar um pause para fazer xixi, poder retomar o filme no dia seguinte se o sono bater, estar deitada no conforto da minha própria cama e debaixo de grossos edredons também tem seu charme. Pelo menos para mim.
Eita, o post já está imenso e eu ainda não falei do que eu queria. Faz mal não. Deixo pra próxima coluna. Só digo uma coisa: continuaremos a falar de cinema.
 
Até semana que vem.



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NO ESCURINHO DO CINEMA? Reviewed by Cris Quintas on 07:00 Rating: 5

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